sexta-feira, 19 de março de 2010

Enfermagem a profissão que acompanha os milagres!


Muitas vezes escutei de pessoas aflitas que Deus era tirano com elas e que nelas não havia fé nem esperança na vida, mais será que não optamos pelos próprios sofrimentos?
Certa vez num hospital encontrei um RN de 600 gramas que havia nascido no sexto mês de gestação, sua mãe usava drogas o que precipitou o parto, este bebê passou meses internado sem que essa mãe fosse visitá-lo um só dia.
Eu acompanhei a trajetória do RN pela vida, dentro da incubadora ele passou pelos estágios de vida intra-uterina foi o maior milagre que acompanhei, o RN era tão pequeno que sua avó chorava e lamentava achando que pela fragilidade ele estava condenado a morte, coisa que não aconteceu foi dada alta á uma menina lindíssima de 2 quilos que não se parecia nada com o RN frágil que deu entrada no berçário de alto risco.
O milagre da vida está presente a todo o momento dentro do hospital, o enfermeiro tem grande participação nesses momentos, a enfermeira que cuidava desta RN cantava para ela dormir, uma mulher pela qual eu tenho grande admiração.
Esta RN me ensinou que devemos ter fé na vida sempre, que a esperança existe nos casos mais difíceis, que apesar da opção da mãezinha que acabou a afetando, Deus está presente em todo lugar e sempre esteve junto a ela.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Haaaaaa alguns médicos...



Sempre pensei ser errado generalizar irresponsabilidade de certos profissionais, mais ultimamente não venho tendo muita sorte com médicos é a palavra certa é sorte, por mais incrível que pareça. Há uns três meses tenho passado muito tempo no hospital e não é trabalhando, mais sim acompanhando meu filho que está novamente doente.
Na primeira visitinha ao pediatra meu filho tinha a garganta inflamada de acordo com o especialista, eu fiz um exame físico e aceitei bem o diagnostico que estava errado era sinusite, mais sem raio-X nenhum de nós iria adivinhar. Antibiótico nele, até aí tudo bem este médico é maravilhoso, sempre acertou.
Uma semana depois do antibiótico meu filho ainda tinha febre e apareceram manchinhas na pele, decidi fazer uma visitinha a outro pediatra, diagnostico: escarlatina, eu heim, fiquei até com medo, e lá vamos nós continuarmos o antibiótico, achei meio estranho, pois a escarlatina tem uma sintomatologia peculiar, coisa que meu filho não apresentava, mais o médico é ele né! E a febre não nos deixava em paz quando pela terceira vez eu disse vou de novo ao hospital, lá encontrei um especialista que riu do diagnostico de escarlatina e me disse que era sinusite, coisa que eu suspeitava e ainda soltou a seguinte frase:
-Você como futura enfermeira sabe bem tratar isso, não vou nem fazer uma receita dê o antibiótico tal, em dosagem tal, e um anti-histamínico por que ele está com reação alérgica ao outro antibiótico e a febre vai passar!
Ok doutor, fiz exatamente o que ele mandou dei mais 14 dias de outro antibiótico no raio-X do seios da face parecia que meu filho estava com uma máscara de carnaval.
Tudo passou bem, até que meu filho começou a sentir dor de ouvido, pensei está inflamado por conta do catarro, é vamos ao hospital de novo, que coisa, assim que entrei no consultório contei todo o histórico do pequeno paciente, o médico examinou e disse:
-Seu filho está tendo um bronco espasmo, você vai fazer inalação com tal, tal e tal, ele está com náusea você vai dar tal e tal, ele também está com febre então administre tal e tal e por ultimo este ouvido está infeccionado e cheio de pus então de tal antibiótico vamos trocar, e faça um destro ele tem diabetes!
Quando eu escutei bronco espasmo comecei a rir, pois fiz ausculta no meu filho e nem catarro tinha no pulmão, náusea ele não tinha mesmo, febre então bem após tomar dipirona e eu medir 36 graus impossível, ouvido com pus eu não entendi, bem agora a diabetes me fez até chorar sem sentido, expliquei a minha mãe que era medonho o diagnóstico e a quantidade de medicações que ele ordenou administrar em meu filho ao mesmo tempo era absurda, minha mãe só disse uma coisa:
-Pare de chorar sua maluca, rasgue a ficha e vamos embora!
E eu fui, a outro hospital, onde encontrei uma médica maravilhosa que disse o seguinte:
-Que colega doido, seu filho só tem inflamação no ouvido e mais nada, nem enxergo pus, vamos tratar com um fitoterápico e nada de trocar o antibiótico!
E foi aí que tudo deu certo eu achei que estava ficando louca, por que meu filho praticamente estava tendo um treco e eu nem notei como disse aquele médico, aí vem a questão e se eu realizasse todo aquele tratamento desnecessário será que meu filho não teria um treco de verdade?
E se fosse uma mãezinha leiga, como estaria a criança agora?
É como eu disse a minha mãe:
-Mais vale uma futura enfermeira na mão do que um médico com o pensamento voando!
Continua...