quinta-feira, 2 de julho de 2009

CASO 2- BEBÊ FAZENDO BEBÊ.


Muitas adolescentes engravidam, sem saber o real motivo da maternidade, sem cuidados ao corpo e nem ao bebê. Contarei um fato real que presenciei num estagio no hospital publico da periferia de São Paulo

No período da manha, o fluxo do pronto socorro adulto estava aumentando, foi quando uma mãe desesperada trazia sua filha aos braços pedindo socorro. Nenhum funcionário atendeu desesperando-a ainda mais. Foi quando tive a iniciativa de fazer o atendimento, sendo que era proibido para estagiarias. Comecei perguntando o real motivo da ida ao hospital, tentando tranqüilizar para saber o que realmente aconteceu com a criança, mãe disse:

- Minha jovem, minha filha engravidou, ela tem apenas 12 anos, não tem juízo, nem estrutura para ter um filho, ela está de 18 semanas, e está com sangramento e não sei se ela tomou remédio, não sei me ajude, por favor.

Pedi a ajuda de aux. enfermagem, pegamos a maca, fizemos a ficha para atendimento, e encaminhamos para o setor ginecologia e obstetrícia.

- Minha jovem, minha filha não tem cabeça para isso, ela estava desesperada, porque o namorado sabendo da gravidez a deixou, ela parou de estudar está numa depressão tremenda, não sei mais o que faço, ela pode ter tomado remédio, pode ter colocado alguma coisa lá dentro não sei... Começou a chorar copiosamente.

Depois de 40 minutos aparece à médica informando o caso clinico da paciente.

- Mãe, sua filha estava grávida de 18 semanas, tomou medicamento abortivo, perdeu o filho, e provavelmente não poderá ter mais, porque estourou a placenta e danificou o útero.

A mãe começou chorar desesperadamente.

- A medica continuou a falar.

- Conversando com sua filha ela afirmou ter comprado o medicamento em lugar clandestino, está com hemorragia interna, terá que ficar uns dias internada para observação.

Abracei a mãe, tentei dizer coisas confortantes, mais a situação era difícil.

Pedi autorização para médica e consegui entrar no quarto

Observei e pequena criança e simplesmente comecei a chorar, era triste a cena. Mais uma vida se foi, isso acontecia diariamente no hospital. Crianças sem instrução educacional, sem orientação da mãe do pai era a maioria dos casos. Muitos fetos morreram, outros nasceram com deformações.

Este texto não é meu foi escrito por Juliana Vital minha amiga, abro espaço a todos os colegas.
Juju meu amor adorei...

7 comentários:

André Reis disse...

É uma situação lamentável. Infelizmente é realidade também aqui na minha cidade. Mas meu contato foi diferente, foi em uma consulta pré-natal.
É mais um desafio para nós: só a educação pode reverter isso. E educação em saúde é nosso maior ponto forte! Então vamos fazer nossa parte...

Juliana Migliorati disse...

Lógico o papel do enfermeiro é orientar e no caso das adolescentes ajudar no planejamento familiar! Adorei seu comentário obrigado!

Amiga do Cafa disse...

Ju,
importante você colocar histórias como essa no seu blog.
Servem de alerta.
Triste realidade a nossa. A falta de informação deixando jovens adolescentes, como essa, sem poder ter mais filhos.
Com 12 anos...essa menina vive uma vida que não é pra ela.
Imagino a experiência que é trabalhar num hospital. A gente cresce.
Você pode divulgar seu blog comentando em outros blogs.
Acho interessante os temas abordados.
Tô torcendo !
Bom final de semana

A Monga e a Executiva disse...

Juliana...obrigada pela visita no meu blog, viu? Apareça sempre, seu espaço é muito interessante ! Sucesso, bjus

Antes Fashion Do Que Nunca disse...

Juliana,

Adorei seu blog também. adoro blogs que visam orientar as pessoas, referente a saúde, precisamos de ações comoa sua.Parabéns!

Valeu garota!!

bjao

Juliana Figueiredo disse...

Obrigada amiga, com certeza mandarei mais textos para vc postar. Te amo e parabéns pela iniciativa

Anônimo disse...

boa tarde eu fiz uma laqueacao de trompas ha 8 oito e agora estou gravida